Histórico - inpEV
inpEV

Histórico

Histórico

A criação do inpEV resultou de um longo processo de amadurecimento sobre a questão da responsabilidade socioambiental e a sustentabilidade da agricultura brasileira. Desde que os defensivos agrícolas passaram a ser utilizados em larga escala no país, nos anos 1960, um conjunto de leis buscou regulamentar sua aplicação, sem, no entanto, dispor sobre a destinação das embalagens pós-consumo. Sem alternativas, o agricultor valia-se de prerrogativas como enterrá-las, queimá-las e até descartá-las em rios ou na própria lavoura, colocando em risco o meio ambiente. E também havia quem reutilizasse as embalagens para transportar água e alimentos, atentando, assim, contra a própria saúde.

No fim da década de 1980 essa situação fez com que os diversos envolvidos na cadeia agrícola buscassem soluções adequadas. O debate culminou com a instituição da Lei Federal 9.974/00, promulgada em junho de 2000 e regulamentada em 2002, que atribuiu aos usuários de defensivos agrícolas a responsabilidade de devolver as embalagens vazias aos comerciantes que, por sua vez, teriam de encaminhá-las aos fabricantes. No entanto, para que esse processo fosse viável, era preciso criar uma entidade que integrasse todos os elos da cadeia e gerenciasse o sistema. A resposta foi a criação do inpEV, fundado oficialmente em 14 de dezembro de 2001.

Hoje o Brasil destaca-se como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, fibras e bioenergia, o que evidencia a importância do setor agrícola e, nele, do sistema de destinação das embalagens de defensivos agrícolas pós-consumo. Fazer frente a esse cenário tem sido o principal desafio do inpEV.

Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), em parceria com a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp) e a Cooperativa de Plantadores de Cana de Guariba (Coplana), propõe a formação de um grupo para estudar o fluxo das embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil.

Iniciativa da Andef dá origem ao programa piloto da estação de recebimento de embalagens vazias em Guariba (SP), envolvendo vários parceiros.

Promulgada a Lei Federal 9.974/00, que define as questões ligadas ao destino final das embalagens vazias de defensivos agrícolas, usando como parâmetro a experiência do projeto piloto da Andef, além de outras iniciativas regionais.

14 de dezembro de 2001: Assembleia de instalação do inpEV, em 14 de dezembro de 2001, na Casa da Fazenda, bairro do Morumbi, São Paulo. O instituto tem como associadas sete entidades representativas do setor agrícola e 27 empresas e responde pelo gerenciamento do sistema de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

O inpEV começa a operar em março, com 74 postos e 80 centrais de recebimento funcionando e outras 89 em processo de construção. Cerca de quatro mil toneladas de embalagens vazias são recolhidas. Ao final do ano, o instituto conta com 39 empresas associadas, que representavam 99,9% do volume total de embalagens colocadas no mercado.

O sistema já reúne 230 unidades de recebimento, responsáveis pela destinação de 7.855 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O inpEV tem 47 empresas associadas e investe em comunicação, lançando campanhas de conscientização e estímulo à colaboração dos agricultores.

Mais de 14 mil toneladas de embalagens são retiradas do meio ambiente e parte delas passa a ser transformada em 12 produtos diferentes, graças à parceria do inpEV com empresas recicladoras. O instituto promove palestras e treinamentos em todo o país, além de veicular campanhas de comunicação com mensagens educativas sobre os procedimentos corretos de lavagem e devolução das embalagens. As campanhas são protagonizadas pelo simpático espantalho Olimpio.

É contabilizado um total de 43 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos processadas desde o início da atuação do inpEV, mais do que o somatório de 30 países que possuíam programas similares, o que destaca o Brasil como referência mundial no assunto. O instituto realiza mais de 60 seminários em diversas regiões do Brasil e lança o primeiro Dia Nacional do Campo Limpo, que promove a visita de mais de 11 mil pessoas a 40 centrais de recebimento que organizaram atividades simultâneas em 13 Estados brasileiros.

O inpEV integra comitê no Croplife International, federação global que representa a indústria de produtos fitossanitários e uma rede de associações regionais e nacionais em 91 países. Por meio dessa parceria, o sistema de logística reversa brasileiro ganha projeção mundial, servindo de referência a programas de países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha e França. Apenas naquele ano, mais de 23 mil toneladas de embalagens são retiradas do campo, por meio de uma estrutura formada por 365 unidades de recebimento em 23 Estados.

Com 376 unidades de recebimento, o sistema envolve mais de 2.500 distribuidores e 99% das empresas que fabricam ou comercializam defensivos agrícolas no Brasil. Além disso, o sucesso da terceira comemoração do Dia Nacional do Campo Limpo, que tem mais de 76 mil participantes em 93 municípios de 21 Estados, faz com que o evento passe a integrar o calendário oficial da República.

Criada a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A., iniciativa que vinha sendo amadurecida desde 2005 pelo inpEV para fechar o ciclo de gestão das embalagens de defensivos agrícolas dentro da própria cadeia. O sistema encerra o ano com 76 empresas associadas e crescimento de 15,6% no índice de destinação de embalagens vazias em relação a 2007. Também é inaugurada em Rondonópolis (MT) uma unidade de recebimento pertencente e gerenciada pelo inpEV.

Lançada a Ecoplástica Triex, embalagem reciclada produzida pela Campo Limpo. Desenvolvida a partir de um processo pioneiro, a embalagem materializa a autossuficiência econômica do sistema, que contabiliza, no total, 136 mil toneladas de embalagens vazias retiradas do campo, a partir de 412 unidades de recebimento em todo o Brasil.

O sistema atinge resultados que colocam Brasil bem à frente de países que possuem programas similares: 94% do total das embalagens plásticas comercializadas recebem destinação ambientalmente correta, enquanto na Alemanha, então segunda do ranking, o índice é de 76% e, nos Estados Unidos, de 30%. Ainda em 2010 o inpEV lança o programa educacional “Ciclo de Vida das Embalagens”, alinhado aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do MEC, e participa ativamente das discussões que levariam à definição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas passa a ser designada Sistema Campo Limpo e alcança resultados ainda mais expressivos, com o recolhimento de mais de 29 mil toneladas do material. O sucesso do modelo leva o inpEV a iniciar um projeto para estruturar um sistema piloto de destinação de embalagens de domissanitários (detergentes, alvejantes, inseticidas, raticidas, entre outros) de uso restrito a empresas especializadas, junto à Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários (ABAS).

No ano em que completa 10 anos de atuação, o inpEV contabiliza mais de 37 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas entre janeiro e dezembro, quantidade 9% maior se comparada ao mesmo período de 2011. O Sistema Campo Limpo promove atividades em todo o Brasil, com destaque para a palestra realizada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Em 2013, o Sistema Campo Limpo, gerenciado pelo inpEV, destinou 40.404 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, quantidade 8% maior na comparação com 2012. Nesse mesmo ano, o programa brasileiro de logística reversa foi um dos destaques na publicação Gestão Sustentável na Agricultura, do Mapa. As comemorações do Dia Nacional do Campo Limpo envolveram 192.283 participantes. Também foi concluído o Projeto pioneiro de eliminação de BHC e outros agrotóxicos proibidos por lei no estado do Paraná, totalizando 1.200 toneladas retiradas do campo.



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