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MARÇO ABRIL 2020

Operação do Sistema Campo Limpo registra bons resultados durante este ano

Etapa do processo de reciclagem das embalagens na Dinoplast, em Louveira (SP)

CAPA

Sustentável de ponta a ponta

Recicladoras são essenciais para que o Sistema Campo Limpo concretize o conceito de economia circular

Quando uma embalagem pós-consumo de defensivo agrícola é devolvida pelo agricultor e todos os elos da cadeia fazem a sua parte para que ela seja destinada corretamente, a reciclagem desse material prolonga a vida útil das matérias-primas, evita nova extração de recursos naturais e viabiliza a economia circular. Modelo econômico que se consolida no mundo como alternativa para garantir a saúde do planeta, o conceito tem sido colocado em prática pelo Sistema Campo Limpo desde a sua origem.

 

 

Alinhamento de princípios permitiu que o inpEV se tornasse signatário da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

A economia circular prevê novos usos para os resíduos, baseado na crença de que não existe jogar fora

Renata Nishio

 

 

 

 

Fundamental para viabilizar esse modelo é o papel das recicladoras parceiras do Sistema Campo Limpo, ao permitir que as embalagens sejam transformadas em matéria-prima para novos produtos, entre eles as embalagens Ecoplásticas® e as tampas Ecocaps®. “Ao contrário da economia linear, que consiste em extrair um recurso, usá-lo e descartá-lo, a economia circular prevê a adoção de práticas mais conscientes de produção e consumo. Afinal, não existe jogar fora. Estamos sempre no mesmo planeta.”, alerta Renata Nishio, gerente de Destinação Final e de Desenvolvimento Tecnológico do inpEV.

 

As recicladoras são o grande exemplo de economia circular, algumas delas atuando em conjunto com o Sistema desde o início de suas atividades, em 2002. Hoje, cerca de 95% de todo o material recebido pelo programa brasileiro de logística reversa é encaminhado para reciclagem em dez empresas parceiras (veja lista abaixo).

Alinhamento de princípios permitiu que o inpEV se tornasse signatário da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

Dutos corrugados são um dos produtos fabricados a partir das resinas provenientes do Sistema

 

 

Pioneirismo e controle de qualidade

 

A primeira recicladora a atender o programa de logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas foi a Dinoplast, de Louveira (SP), que desde 2002 atua na recuperação e beneficiamento das embalagens vazias provenientes do Sistema Campo Limpo. “Tudo funciona como um relógio, onde cada um desempenha seu papel. Os processos evoluíram e hoje o temos melhor gerenciamento das informações de recebimento, padronização e classificação do material recebido”, destaca Bruno Didone, diretor administrativo da Dinoplast (leia entrevista completa com Bruno Didone).

 

 

Alinhamento de princípios permitiu que o inpEV se tornasse signatário da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

Tornamos possível que, ao fim de sua vida útil, o que seria considerado lixo agora seja transformado e retornado à cadeia produtiva

Adilson Valera Ruiz

 

 

As recicladoras se orgulham de dar sua contribuição para o Sistema, como a Plastibras Dutos Corrugados, de Cuiabá (MT), parceira do Sistema Campo Limpo desde 2003. “Tornamos possível que o que seria considerado lixo seja transformado e retorne à cadeia produtiva”, explica Adilson Valera Ruiz, diretor comercial da Plastibras. Ele destaca o aumento de aceitação do produto reciclado. “Hoje produzimos dutos corrugados de 20 a 200mm e dreno de 90 a 200mm, além de dutos lisos para telecomunicações, atendendo todo os estados do Brasil e a Bolivia.” A Plastibras emprega hoje mais de 100 pessoas que atuam em busca de melhoria contínua. “O controle de qualidade está presente em todo o processo. Temos rastreabilidade do material desde o recebimento até a saída do produto final.”

 

Parceira do Sistema desde 2004, a Cimflex nasceu em Maringá (PR). “Já trabalhava com embalagem CoEX (extrusão em multicamadas) e surgiu a oportunidade de atender ao instituto, pois tínhamos desenvolvido um processo adequado de fabricação e reciclagem interna a partir da resina CoEX”, conta Ricardo Jamil Hajaj, diretor-executivo da Cimflex.

 

 

Hoje temos 100 funcionários satisfeitos por fazer um trabalho que tem importância social, gera empregos, ganhos financeiros e ainda reduz impactos ambientais

Ricardo Jamil Hajaj

Alinhamento de princípios permitiu que o inpEV se tornasse signatário da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

 

 

A empresa começou com duas máquinas para fabricar eletrodutos corrugados de até 1,5 polegadas. Hoje são 15 máquinas que produzem eletrodutos de até 6 polegadas, sem falar no crescimento das outras linhas. “Fazemos dutos, eletrodutos e tubos para construção civil, infraestrutura, telecomunicações, aterros sanitários e tubos para esgoto. Temos 100 funcionários satisfeitos por fazer um trabalho que tem importância social, gera empregos, ganhos financeiros e ainda reduz impactos ambientais”, afirma.

 

 

Ecoplástica® e Ecocap®

 

O crescimento também foi a tônica da trajetória da Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, criada em 2008 e pioneira em utilizar a matéria-prima proveniente dos materiais recebidos pelo Sistema para fabricar a Ecoplástica®, que fecha a gestão da embalagem dentro do setor ao voltar a ser usada pela indústria. “O fator determinante para o sucesso foi a qualidade dos produtos e serviços prestados”, afirma Rogério Fernandes, diretor de Operações da Campo Limpo.

 

 

Alinhamento de princípios permitiu que o inpEV se tornasse signatário da Rede Brasil do Pacto Global da ONU

O fator determinante para o sucesso foi a qualidade dos produtos e serviços prestados

Rogério Fernandes

 

 

 

 

Na esteira desse crescimento, foi criada a Campo Limpo Tampas e Resinas Plásticas, em 2014, que trouxe ao mercado a Ecocap®, sistema de vedação de alta performance. “A Campo Limpo pratica a economia circular de verdade, pois toda tampa que sai do campo volta para a indústria. Além de reduzir impactos ambientais traz ganhos financeiros, permitindo contribuir para pagar o custo do Sistema”, afirma Ricardo Bellinghini, diretor da Campo Limpo Tampas e Resinas Plásticas.

 

 

A Campo Limpo pratica a economia circular de verdade, pois toda tampa que sai do campo volta para a indústria

Ricardo Bellinghini

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Incineração Controlada

 

 

Apenas 5% das embalagens recebidas pelo Sistema Campo Limpo são encaminhadas para incineração, entre elas os sacos flexíveis, que não são laváveis e não podem ser reciclados no Sistema. A incineração é feita por empresas que passaram por licenciamento ambiental e seguem rigoroso controle de qualidade de seus processos.

 

“As incineradoras devem obedecer a legislações ambientais estaduais e federais no que diz respeito, por exemplo, a emissões durante a queima. Todo o processo é controlado em tempo real e é interrompido se houver algum problema de inadequação”, explica Renata Nishio.

 

“Esse processo poderia ser ainda mais sustentável se a legislação brasileira permitisse o reaproveitamento energético, como acontece em muitos outros países. Nesse caso, o calor gerado pela incineração poderia ser utilizado na geração de energia”, destaca a gerente.

 

 

 

Recicladoras

 

1. CIMFLEX

2. DINOPLAST

3. PLASTIBRAS

4. ECO PAPER

5. TUBOLIX

6. GLOBAL STEEL

7. VALPASA INDÚSTRIA DE PAPEL

8. VASITEX VASILHAMES

9. CAMPO LIMPO RECICLAGEM E TRANSFORMAÇÃO DE PLÁSTICOS

10. CAMPO LIMPO TAMPAS E RESINAS PLÁSTICAS

 

 

 

 

Incineradoras

 

1. PCN

2. ESSENCIS

3. ECOVITAL

4. NEOTECH

 

 

Lista de artefatos

 

 

  • Eletroduto corrugado e conexões
  • Duto corrugado e conexões
  • Dreno e conexões
  • Tubo de esgoto
  • Tampa de produto químico não alimentício
  • Bombona/ tambor de produto químico não alimentício
  • Perfil para Jardim/ Bloquete
  • Poste/suporte para sinalização rodoviária, apoio em unidades industriais, ponto de ônibus
  • Sacos para embalar peças automotivas e peças de construção civil
  • Filme stretch de uso industrial (reembalagem)
  • Materiais plásticos para impermeabilização
  • Chapa ondulada
  • Vergalhão de aço
  • Grade de IBC
  • Cantoneiras/moldes de papelão para uso industrial (não alimentício)
  • Tubetes de papelão para uso industrial (não alimentício)
  • Caixas de papelão para uso industrial (não alimentício)

 

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