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MARÇO ABRIL 2021

ENTREVISTA

Plataforma promove sustentabilidade na cadeia do café

Sheila Ceccon, uma das coordenadoras pedagógicas responsáveis pelo PEA

 

Nova parceira do inpEV, a Plataforma Brasil de Sustentabilidade do Café é o braço brasileiro da Plataforma Global do Café (GCP, da sigla em inglês). Associação internacional com participação de todos os segmentos da cadeia produtiva do café, a GCP tem o objetivo de construir um setor cafeeiro sustentável, que ofereça boas condições de vida para agricultores e trabalhadores, e assegure sua permanência na atividade enquanto protege os recursos naturais. Reúne mais de 140 membros da cadeia produtiva do café em 9 países (Brasil, Colômbia, Vietnã, Indonésia, Tanzânia, Uganda, Quênia, Honduras e Peru). Ao assinar o acordo de cooperação com o inpEV (leia matéria nesta edição), a entidade pretende promover a devolução correta das embalagens vazias de defensivos agrícolas entre os cafeicultores participantes da Iniciativa de Ação Coletiva “Uso Responsável de Agroquímicos”, como conta nesta entrevista o engenheiro agrônomo Eduardo Chagas Matavelli, da equipe de coordenação da Plataforma Brasil de Sustentabilidade do Café.

 

 

 

Como tem sido o trabalho da Plataforma Brasil de Sustentabilidade do Café?

 

Uma de nossas principais missões é unificar esforços no campo para ajudar o pequeno produtor rural a adotar práticas cada vez mais sustentáveis. Como entidade sem fins lucrativos com parceiros diversos – associações, cooperativas, órgãos de extensão rural, torrefadores, traders e outras instituições –, conquistamos capilaridade e confiança para executar esse trabalho. A estrutura é composta por um grupo político, o Conselho Consultivo Nacional (CCN), que define estratégias e valida ações para o setor, e um grupo técnico, o Grupo de Trabalho Brasil (GTB), que discute e propõe orientações práticas. Por meio de técnicos e agrônomos dos vários membros e parceiros, disseminamos conhecimento no campo. Desenvolvemos várias ferramentas para capacitar cafeicultores e técnicos multiplicadores, como o Currículo de Sustentabilidade do Café, documento que serve de referência para a adoção de boas práticas de sustentabilidade. Temos ainda o Sistema Interno de Gestão de Sustentabilidade e um aplicativo, que inclui 35 indicadores definidos pela plataforma para avaliar as práticas sustentáveis adotadas na cafeicultura brasileira. Ao mapear vários desafios da cadeia, colocamos em prática Iniciativas de Ação Coletiva, focadas em temas específicos, como o “Uso Responsável de Agroquímicos”, que terá a cooperação técnica do inpEV.

 

Eduardo Chagas Matavelli, da equipe de coordenação da Plataforma Brasil de Sustentabilidade do Café

Uma de nossas principais missões é unificar esforços no campo para ajudar o pequeno produtor rural a adotar práticas cada vez mais sustentáveis

Eduardo Chagas Matavelli

Como avalia o Sistema Campo Limpo e a atuação do inpEV como entidade gestora?

 

O Sistema Campo Limpo é referência mundial em economia circular e a sociedade precisa conhecer o trabalho que é feito de forma muito estruturada e organizada. Vi de perto a eficiência da ação do inpEV. É importante que o agricultor conheça o processo desde que a embalagem sai da propriedade até chegar à reciclagem e incineração. Quando vê como tudo acontece de forma profissional e eficiente, gerando benefícios para todos, é mais fácil se motivar a devolver suas embalagens. Tenho muito orgulho de termos esse programa no Brasil, que atua com eficiência mesmo durante a pandemia, adotando todos os protocolos de segurança. O campo dá um show nas cidades, que patinam na devolução e destinação de resíduos.

 

 

 

Que expectativas tem da parceria entre inpEV e a Plataforma Global do Café?

 

Temos a expectativa de aumentar a devolução das embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas no setor cafeeiro. Vamos levar mais conhecimento ao cafeicultor sobre a importância da destinação correta. Utilizando nossos canais e abrangência entre esses produtores, vamos fazer chegar até eles várias iniciativas do inpEV, como recebimento itinerante, curso EAD e Programa de Educação Ambiental (PEA). Será importante promover a devolução das embalagens, que é um de nossos indicadores para medir o nível de sustentabilidade da cadeia do café.

 

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